Sou Maisie Roberts, prazer. E você, como se chama?
Kurt Fassbender, só Kurt pra você. Vai cursar o que?

Sim, cheguei hoje. Nem o meu quarto eu encontrei ainda. Seria ótimo dar uma volta pela escola, estou um pouco perdida nela, é enorme.
Mas você vai se achar rapidinho, por que olha… E a loirinha tem nome?

Opa, ta afim de dar uma volta pela escola, gatinha? Tu é nova?

Análise da situação: aula de música, Uncle J deu uma saidinha básica pra pegar a tia lá da secretaria, provavelmente. Todo mundo mais entediado que vendedor de bala em sinal de trânsito num dia de chuva. Eis que eu existo pra salvar o mundo da tristeza. É claro.
Eu tinha exatamente três opções. 1) Acionar o alarme de incêndio; 2) Explodir bombinhas embaixo da cadeira das meninas; 3) Matar alguém.
Brincadeira, vai. Eu não mato nem mosquito. A terceira opção era sair da aula e convidar quem quisesse me acompanhar uma aventura dramática e épica que incluía atirar umas cinco caixas de sabão em pó em uma das caixas d’água da Spring Art. IMAGINA QUE LINDO: Você vai beber água e sai cuspindo bolhas de sabão?? Eu ia achar super foda. Tipo desenho do Pato Donald isso. Super maneiro.
Taí, escolhi essa opção. Só não sei se algum dos bocós ia entrar nessa. Na preguiça de cutucar o Lucas que tava de xaveco com uma guria do outro lado da sala, só levantei e fui até a porta, olhando no corredor se o Tio Jay não tava voltando.
- Aí, cambada. Quem aí quer brincar comigo lá no último andar? - perguntei pra todos da turma, falando alto. Eu só ia esperar um tempinho. Se não fosse ninguém eu delicadamente oferecia meu dedo do meio pra todos e ia sozinho mesmo.
Sem professor de fotografia = aula vaga. Apesar da aula de fotografia ser uma das poucas que eu participo e/ou levo a sério. É bom que não tenha professor, por um lado. É mais tempo para não fazer nada ou então fazer algo inútil. E faz um tempo já que não temos um tempo livre assim, no meio da semana. Porque a maioria das vezes que eu saio. É fuigido, so… Mas não tem nada a ver. Estou me perdendo em pensamentos idiotas.
Decidi sair do quarto e ir dar uma volta pelo campus. Lucas não estava no quarto, acho que ele está em música ou então com alguma garota por aí. E é isso que eu devia estar fazendo também, mas ultimamente, todo mundo tem levado os relacionamentos a sério. Que besteira. Fui em direção ao prédio onde tinham as salas de aula, dar uma “olhadinha”. Sala de dança, ai sim! Passei eme frente e fiquei apoiado na parede, olhando pela janela lateral. Até que a professora veio e fechou a persiana. Mereço. Não tem nada para fazer, que merda. Continuei caminhando pelos corredores e vejo a bixa do Adam na porta da sala de música. Dei um tapa nas costas dele e disse: - Fala aí, bro! Entrei na sala e percebi que o Uncle J não tava, que surpresa.
Me sentei em uma cadeira e me aproximei dos caras. Amassei uma bolinha de papel e encestei a mesma na lixeira de metal a minha frente, logo, jogando mais uma no Adam. - Mas e aí? Vão ter aula mesmo? Dei uma olhada na sala e todos me pareciam extremamente interessados em ouvir o que o Jamie iria falar sobre sua coleção de palhetas ou algo mais tosco.
Assim que entrei me deparei com um bêbado desmaiado no banco de trás, se a garrafa de cerveja não estivesse ali, eu diria que ele estava morto. A casa não ficava muito longe da escola, no momento que chegamos saltei do carro e o som estourava as caixas de som. A casa estava de fato lotada. As garrafas de cerveja estavam todas em cooler esparramadas pela, chamada “cozinha”. Forcei no balcão e a consegui abrir. Tirei a carteira de cigarros do bolso e acendi um com o isqueiro. Soltei a primeira nuvem de fumaça e uma garota que estava do meu lado tossiu. Abanou a fumaça com as mãos e me olhou como: “por que não sopra na mãe?”. Dei um gole rápido na cerveja e voltei a olha-lá. Eu acho que já a conheço. Não me parece estranha. Estiquei uma das mãos . - Kurt, e a senhorita? Minha mente não falha, seu rosto não me é estranho e não deu tempo para que a bebida afetasse meu cérebro. Dei uma risada e mais uma tragada no cigarro, que agora se encontrava entre meus dedos.
4. Quão vão é o seu personagem? Ele se acha atraente?
Kurt tem uma auto estima incrível, sério! (Uma das coisas que eu mais gosto nele, q ). Apesar de não ser muito cuidadoso com a aparência, pode-se dizer que ele se acha um deus grego.
3. Diga uma cicatriz que o seu personagem tenha e nos conte como ele a conseguiu. Se ele não tem nenhuma, qual é o motivo?
Kurt coleciona machucados. Se assim pode se dizer. Vire e mexe ele aparece com um roxo na perna ou nos braços. Arranhão de unha das garotas. Ou algum machucado que ganha enquanto foge de alguém. Mas uma mais marcante, foi quando ele deslocou o braço fugindo da polícia. Consegue mover o ombro de modo que dá aflição.
2. Qual é a característica física mais proeminente, chamativa, do seu personagem?
As várias tatuagens, com certeza! Mas os olhos e o cabelo são lindos também!!!
1. Descreva o relacionamento do seu personagem com a mãe ou o pai; ou os dois. É boa? Ruim? Ele foi mimado ou ignorado? Ele se dão bem ou não?
Por ter um temperamento complicado e por se meter em muitas confusões. Kurt tem um péssimo relacionamento com a fámilia. Só se dá bem com os irmãos… De vez em quando, fala com a mãe. Kurt mal parava em casa, então era meio ignorado pelo pai. Mas a mãe sempre o mimou. Definitivamente, não.